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NA BABILÔNIA AS COISAS FUNCIONAM ASSIM

NUM MUNDO MUITO DISTANTE DAQUI…

Essa Babilônia que vou apresentar a vocês é bem diferente daquela cujo Império existiu entre 1500 a.C e 1200 d.C. O povo babilônico era muito avançado para a sua época, bem diferente desta história que vou contar aqui sobre uma outra Babilônia.

O nome (Babil ou Babilu em babilônico) significa “Porta de Deus”, mas os judeus afirmam que vem do Hebraico Antigo Babel (??? ), que significa “confusão”. Essa palavra semítica é uma tradução do sumério Kadmirra (segundo a Wikipédia)

Nesta Babilônia atual usarei o significado dado à palavra pelos judeus , ou melhor CONFUSÃO e qualquer semelhança é mera coincidência.

Na Babilônia reina a confusão. Ninguém se entende. De certo, o povo vive com seu cérebro inundado de CORTISOL, hormônio este que faz com que tomem decisões erradas, fiquem egoístas, sem olhar para os lados, sem entender muito bem de causa e efeito. Portanto, é um salve-se quem puder. Cada um defende o seu.

Imagine que na Babilônia , o povo que nela habita, fala de sustentabilidade do planeta, mas desfila em carros tipo SUV que consomem um litro de gasolina a cada 4 KM. Um jornalista da Babilônia indignado escreveu: esses carros estão sendo abolidos do primeiro mundo e despejados no terceiro mundo (ah esqueci de falar a vocês, a Babilônia fica no terceiro Mundo) apenas para “madames” irem ao cabeleireiro. Com certeza nada justifica essa atitude, somente para ostentar sua posição social. Verdade, na Babilônia, como ainda não são muito evoluídos, o povo ainda se preocupa com posição social, poder, status. O povo ainda precisa sanar suas necessidades básicas como abrigo e alimentação e ter um carro significa evolução social na hierarquia das castas.

Uma outra coisa típica dessa civilização é que eles ainda lidam com corruptos e povos desonestos. Tem gente que participa de uns cursos típicos de povos avançados e preocupados com o ser humano, apenas para depois saber como manipular a plebe. Imagine que outro dia vi um desses “gurus” assegurar a um dono de fábrica de vasos ( o povo babilônico é muito bom em artesanato e trabalhos manuais) que ele daria resultados e não cobraria nada pelos serviços. Os babilônicos confiam muito nos outros e isso é típico de povo com autoestima baixa e acabam caindo no “conto do vigário”, facilmente. Eles acham que não são capazes de realizar e acreditam que sempre tem gente melhor que eles. Uma pena, se esse povo soubesse seu real potencial!

Mas, a ingenuidade é muito grande nessa civilização e por todos os lados se espalham os larápios e aproveitadores e, aos poucos, vão surrupiando os sonhos dessa população que luta bravamente.

Como ia dizendo, as “fórmulas mágicas” pipocam de um lado para outro e o pior é que esses “gurus” manipulam resultados e conseguem mais uma vez enganar esses pobres comerciantes que não percebem que estão perdendo dinheiro e que na realidade quem está ganhando muito são os tais gurus que dizem nada cobrar pelos serviços. Bem, fazer o que, não é mesmo?

Só um povo ingênuo para acreditar que alguém trabalha sem ganhar nada. E o pior, é que os comerciantes lesados ficam quietos após perceber o golpe e nada falam com medo, pois, são ameaçados e, pobres coitados, acabam falidos, amedrontados e resignados. Essa coação lembra uma outra época desse império que um tal Juan pensou em constituir uma população pura e andou matando quem não se enquadrasse no protótipo físico. Mas isso foi há muito tempo.

Mas como aumentar a autoestima desse povo se estão cegos e surdos? Se foram convencidos que não são bons o suficiente? Muitos que percebem a tal manipulação, assistem desolados, pois, sabem que quando esses coitados acordarem será tarde demais e verão seu comércio destruído como uma plantação pós revoada de gafanhotos, mas como dizem por aquelas bandas…cada povo tem o que merece. Sabe que outro dia me falaram que esse povo é assim, pois, sempre quer levar vantagem em tudo?? Custei a acreditar…um povo tão ingênuo…bancando o esperto???

Na Babilônia acontece um fato raro, também. As coisas estão bem debaixo do nariz de cada um, as pessoas estão vendo, é real o acontecimento, mas eles conseguem enganar o povo e manipular dizendo: o que você acaba de presenciar e ver não é real. Fazem isso, subestimando o povo, como se os estivessem hipnotizando e, acreditem, o povo acaba tendo certeza que não viu. É verdade pessoal, esse povo é muito melhor do que ele acredita ser e dá tristeza saber que são vítimas de golpistas, gurus, manipuladores, mas parece que faz parte da história de povos semelhantes e, por mais que tentemos alertar, ecoa no vazio.

Os “falsos messias” andam por todas as cidades levando suas mágicas e encantando esse povo ingênuo e ao final, acabam crucificando aquele cuja palavra é verdadeira. Incrível imaginar isso, não é mesmo??

Havia na Babilônia uma instituição que era muito correta, emprestava dinheiro aos fariseus. Eles pregavam a sustentabilidade do planeta e só emprestavam dinheiro a pessoas que se comprometessem a ajudar os outros, enfim práticas admiráveis, mas veio um outro mercadante e comprou essa instituição. Hoje, poucos asseguram que as práticas continuam sendo as mesmas .

No início até que a Babilônia era repleta de pessoas boas e de caráter, mas a ganância tornou os homens loucos e eles apenas pensam em se aproveitar uns dos outros.

Outro fato interessante na Babilônia é a grande vontade das leis protegerem os “ditos diferentes, minorias, excluídos”, mas na prática, o preconceito existe. Quer um exemplo? Posso dar vários, mas darei um que afeta metade da população da Babilônia (estatisticamente falando) composta por mulheres. Acreditem, quando organizam eventos, cursos e palestras, apesar de todo o discurso a favor da igualdade, quase a sua totalidade dos oradores são homens. Seria engraçado se não fosse hipócrita prever em lei e na prática não terem vergonha de mostrar a realidade descarada e o pior, é que as mulheres nada fazem além de se submeter aos caprichos dos que se acham superiores.

Pois é, meus amigos, essa Babilônia existiu um dia, mas o final foi triste. Eles acabaram se extinguindo devido às essas práticas mágicas e aliadas à ingenuidade, o egoísmo e a máxima de querer tirar vantagem de tudo e de todos e agora fazem parte de uma história que compartilho aqui com vocês.

Pregaram a guerra de preços, a destruição dos concorrentes, roubaram uns aos outros, enganaram, se isolaram , roubaram idéias e projetos e os aplicaram como se fossem próprios, acreditaram na pirataria como fonte de renda e agora são apenas uma lenda, uma história para contar…

Somente a PROSPERIDADE me interessa.

O que você achou dessa história? E se fosse real? O que você diria aos líderes e às pessoas que vivem na Babilônia?

Geração X pare de reclamar da geração Y

Acredito que a primeira pergunta que você deva estar fazendo é: SOU DA GERAÇÃO X?

Sim se você nasceu entre 1965 e 1977, mas essa classificação baseia-se na cultura americana que diz que a geração X é formada pelos filhos dos Baby-boomers ou do pós guerra e na realidade o que define essa geração é o modo, estilo de vida, portanto, se você é filho de pais que viveram a época do PAZ E AMOR, os Hippies, se sua mãe ficava em casa cuidando dos filhos e seu pai trabalhava muito e num mesmo emprego, a resposta é sim, você pode ser da geração X mesmo que tenha nascido um pouco antes ou depois dessa faixa de anos, ou melhor, você pode estar entre 32 e 50 anos.

Mas para ter certeza de que você é X, responda:

  1. Você trabalha muito? Mais de 12 horas por dia?
  2. Acredita que o importante é trabalhar muito e sem descanso para conseguir as coisas que você quer?
  3. Acha que os jovens são folgados e não tem o menor comprometimento?
  4. Ficou mais de 5 anos trabalhando na mesma empresa?
  5. Espera pelas férias com muita ansiedade, mas, abre mão das mesmas, se um outro compromisso aparecer?
  6. Tem poucos momentos de lazer?
  7. Aliás, você acha que lazer é para gente folgada?

Se respondeu sim a duas ou mais questões você é da geração X, mas se respondeu sim a todas elas, você é “X ZÃO” COM CERTEZA.

Bem, a sua geração é a que mais sofre. Eu explico.

Da época de seus pais para a sua geração, poucas mudanças ocorreram e, praticamente, a sua atitude era de obediência a seus pais e não confronto e eles tiveram poucos problemas para educar seus filhos. As coisas andavam muito mais devagar. Portanto quase 30 anos definiu o intervalo entre uma geração e outra.

Muitos da geração X ocupam hoje cargos de liderança e estão em vias de se aposentar e imaginem que tipo de Liderança exercem?

MANDA QUEM PODE OBEDECE QUEM TEM JUÍZO.

Eles acreditam no controle, acham que fazem melhor do que os demais e não tem tempo nem paciência para ensinar ninguém e acham que isso é perda de tempo, preferem eles mesmos fazer tudo. Estão sobrecarregados de trabalho. Com raras exceções, você que é geração X pode ser diferente, afinal não é porque você nasceu nesse período de anos que você se comporta assim, por isso, mencionei que ser X, Y ou Z tem mais a ver com estilo e modo de vida do que com a idade.

Por que então os “Xs” sofrem tanto? Porque seu estilo de atuação vem sendo confrontado pela Geração Y, ou melhor, a geração criada por eles próprios, e que são os seus próprios filhos.

A geração X educou seus filhos à distância, muito diferente dos seus pais, cuja mãe era responsável pela sua criação e por passar valores familiares e da sua cultura. A Geração Y foi criada pela avó que deixou os netinhos à vontade, afinal, muitas avós  se arrependeram por terem sido tão rígidas com seus filhos, a geração X , e deixaram os netinhos Y fazerem o que bem entendessem , sem muitas regras e limites. Outros Y foram criados pelas babás que não tinham a preocupação de passar valores e princípios. Ou cresceram em creches que também não alimentaram os princípios morais. Essa geração foi crescendo sem regras e sem limites, sem respeitar e nem entender a hierarquia, nem os mais velhos. São o que alguns chamam de “mimados”, irreverentes, inconsequentes, pois, querem fazer o que bem entendem sem medir muito as consequencias de seus atos. Tanto aceitam um convite, ou trabalho, como logo depois, desistem sem o menor constrangimento ou noção do que sua atitude pode fazer em sua vida e carreira, para desespero dos rígidos “Xs”.

A geração Y, assim como na navegação da web,abre em seu cérebro diversas “janelas” e nem sempre termina o que começa a fazer. Deixa várias “janelas” abertas em sua vida. São pouco persistentes e ao menor obstáculo voltam atrás de sua decisão, desistem e querem tudo rápido, não tem tempo a perder como seus pais, nem querem trabalhar tanto como eles, ou ficar uma vida inteira em uma mesma empresa. Eles negam tudo o que foi o estilo de vida de seus pais e demonstram sua rebeldia sendo, em muitos casos, opostos aos mesmos. Determinação não é uma palavra muito usada em seu dia a dia. Preferem as coisas mais fáceis e querem subir rápido na empresa, digamos que eles acham injusto estar a 6 meses na mesma empresa sem nenhuma promoção. Fazem as coisas e querem ser reconhecidos, em dinheiro.

Mas uma coisa boa que esta geração trouxe ao mercado de trabalho é que, diferentemente de seus pais que trabalham para pagar as contas e sobreviver, a geração Y quer desafios e luta por um propósito, uma causa. Vivem a vida com qualidade. Compartilham seus conhecimentos. Não perdem tempo sendo políticos ou “puxando o saco” de quem quer que seja. Se preciso for, mudam de emprego e recomeçam quantas vezes for necessário sem ficar se julgando fracassado. Digamos que sua autoestima é mais elevada do que a geração anterior, portanto são mais confiantes, embora mais impulsivos, não pensam muito para tomar uma decisão, eles usam os sentimentos para decidir.

Portanto, você que é geração X e hoje tem uma empresa que contrata geração Y e logo estará contratando os Zs que já estão no mercado de trabalho, PREPARE-SE, senão você não vai aguentar a pressão.

Para isso siga as dicas abaixo:

  1. Entenda que comprometimento não é fazer hora extra e trabalhar demais
  2. Se ele desistir de algo que falou que iria fazer, não é falta de caráter, e de atitude, ele apenas pensou melhor e não tem problemas em voltar atrás.
  3. Prepare-se para maior rotatividade desse colaborador, ele ficará pouco em sua empresa, menos de 1 ano se não houver desafios e possibilidade de crescimento. Ele quer agregar valor à sua carreira.
  4. Ele equilibra vida e trabalho, portanto, nada de interromper suas férias, seu horário de almoço, eles gostam de ser respeitados.
  5. Não espere que ele fique quieto se não concordar com você, mas calma, isso não é desacato, apenas liberdade de expressão. Encare a diversidade como algo bom para sua empresa.
  6. E não tente empurrar um projeto “goela abaixo”, pois, se ele não participar com sugestões e idéias, ele não fará nada pelo projeto, o ignorará ou sabotará.
  7. Eles gostam de entender, claramente, o que você espera deles, portanto, pratique o feedback e fale quais são as regras, se ele concordar e entender, vai respeitar e será seu melhor colaborador.

Caros amigos da geração X façam esse esforço por você mesmo, pois, tenho certeza de que você entenderá QUE NADA MAIS SERÁ COMO JÁ FOI UM DIA e quem vive de passado é MUSEU, portanto, KEEP GOING, ou melhor, continue evoluindo e progredindo.

A GERAÇÃO Y PRECISA DE VOCÊ que é o único elo com valores fortes e éticos.
Bem vindo à diversidade, às mudanças rápidas e ao mundo onde CONTROLE RÍGIDO não é sinônimo de RESULTADO.

Posso contar com você para fazermos a diferença?

COMO SER MAIS FELIZ NO TRABALHO

Não caia na conversa de manipuladores

Se você tem um vazio provocado por uma carência pode se sentir paliativamente bem quando ele é preenchido com qualquer conteúdo. Mas isso é um perigo. Faz de você presa fácil de manipuladores.
Sabe aquela situação em que você se sente bem com as palavras de alguém, pois a mensagem amenizou uma fraqueza que há no seu coração? É justamente nessa hora que abriu espaço para o manipulador.
Quem é mestre em relacionamentos sabe aquecer nossas fragilidades permanentemente. E, infelizmente, algumas pessoas usam esse conhecimento em causa própria, e não com a intenção de ajudar o outro. Utilizam com o objetivo de conseguir um benefício para elas mesmas.
Certos vendedores são especialistas em usar a frase certa que faz o outro se sentir bem e comprar.

Livro: Carícia Essencial de Roberto Shinyashiki

 

Desconfie se é barato!

Esta frase nunca foi tão pronunciada em nosso país como nos últimos 6 meses.
E vocês sabem quem são os autores dessa frase??
DELEGADOS DE POLÍCIA.

Acredito que vocês devam acompanhar os noticiários  e devem ter percebido a quantidade de pessoas que são facilmente enganadas por estelionatários e vigaristas.

Tudo começou com as vendas pela Internet de eletrônicos e depois veículos.
Muitas pessoas foram seduzidas pelos preços baixos e deram todo seu dinheirinho suado para ter seu computador ou seu carro. E acordaram de um sonho diretamente para um pesadelo e mais um caso de polícia foi registrado. O pior é que esse tipo de fraude ainda fica impune, aliás , como muitos outros.

Depois vieram os pacotes turísticos e as pessoas que alugaram casas de temporada pela internet. Como vocês podem perceber os vigaristas variam os golpes, mas o mais incrível é que apesar de todos os alertas das mídias e dos delegados de polícias, muita gente também caiu no golpe e teve seus sonhos interrompidos e derramaram muitas lágrimas.

O último golpe noticiado , ocorreu nas cidades de Curitiba, São Paulo e Rio, foi mais sofisticado e envolveu uma empresa licenciada pelos órgãos governamentais e portanto, em teoria, idônea e que tinha sob sua responsabilidade a manutenção das bombas de gasolina.Acredito que todos devem saber o que estou falando.

Vigaristas sempre são criativos, pena não usarem suas ideias brilhantes para o bem.

Isso tudo com forte apelo a promoções e preços baixos nas bombas de gasolina. Aliás uma constante em nosso país.Mas não se iludam, essas empresas que fazem liquidações e aplicam preços baixos, não perdem dinheiro, elas ganham dinheiro seja através de financiamentos que seus clientes se submetem a juros extorsivos ou oferecendo um péssimo atendimento

Claro, que aqui neste artigo não me refiro às empresas que já nasceram com a política de preços baixos e neste caso elas não estão iludindo ninguém, pois, deixam bem claro que você está pagando mais barato porque : não tem serviços, você deve retirar no local, ou não tem assistência, ou o produto está em vias de vencer a validade.

Mesmo as empresas que oferecem serviços gratuitos , alguém está pagando a conta. Veja o Google e várias outras empresas web que disponibilizam serviços gratuitos aos usuários…neste caso elas conseguem anunciantes , patrocinadores, enfim , a empresa ganha muito dinheiro com isso.

Ninguém trabalha de graça.

E quando olho para nosso mercado e vejo alguns “estrategistas” para não falar outra coisa, colocando o preço de seus serviços no mesmo patamar de um lanche simples numa lanchonete fast food   , imediatamente me ocorre perguntar:
Como será que pagam as contas?Como conseguem contratar bons professores? E como estes professores recebendo tão pouco conseguem se atualizar, estudar para atender com eficácia seus alunos. Como conseguem manter os equipamentos atualizados e com excelente manutenção. Sonegam?

A CONTA NÃO FECHA!!
“NEM TUDO QUE É BOM É BARATO, NEM TUDO QUE É BARATO É BOM”
ZIG ZIGLAR

Acredito que estas pessoas que oferecem descontos desconheçam o que significa EBTDA ( caixa livre– isto é você recebe 100 , paga todas as contas e fica com  35- 35% é o seu EBTDA o esperado para o setor de academias, por exemplo). E, antes de baixar os preços e dar descontos, devem fazer as contas de qual é a receita por cliente e a despesa por cliente.

Acredito que ninguém quer perder dinheiro, mas no desespero e , talvez, na ingenuidade baixa  os preços e dá  descontos e muitas vezes, senão a maioria , acha que a empresa está cheia de clientes e fica feliz mas, depois de alguns meses irá descobrir que é você quem está pagando a conta, pois, muitas vezes o preço divulgado é inferior às despesas geradas por cada cliente. Por exemplo: a despesa por cliente é de 60 e você faz uma promoção por 40. Você está pagando 20 para esse cliente frequentar sua empresa.

Se o preço é o grande apelo, então com certeza você não tem diferencial nenhum, não resolve nenhum problema do cliente.VOCÊ NÃO ATENDE ÀS EXPECTATIVAS DO SEU CLIENTE . VOCÊ ENTROU PARA O SEGMENTO DE COMMODITIES e, neste caso quem define seu preço é o mercado.

Abaixar os preços para aumentar volume de clientes só deve ser aplicado se você está desesperado e precisando de dinheiro para pagar dívidas , está endividado nos bancos e com credores atrás de você e  mesmo assim, com esta estratégia que chamamos de ESTRATÉGIA DE CAIXA ,você apenas empurra o problema para a frente.

Tenho certeza de que ao procurar um  médico, dentista , cirurgião plástico, seja para você ou para seus entes queridos, você não procura o mais barato, a não ser , claro, que você não tenha condições financeiras.
Portanto, se você quer ser atendido por profissionais qualificados e por empresas responsáveis e que atinjam suas expectativas, lembre-se, o valor é proporcional às suas exigências.

Assim como ir num restaurante com garçom, chef especialista, limpo, etc é mais caro do que ir num self service.

Portanto, antes de aplicar preços aos seus serviços faça bem as contas , afinal você tem todo o direito de ser próspero e seus clientes de receber por aquilo que pagam.

SUCESSO.

Preço predatório .QUEM GANHA COM ISSO?

“Para ser Campeão você precisa ter a consciência da abundância: sempreé possível que cada um dê mais, para criar mais e, consequentemente, todos receberem mais.”

(ROBERTO SHINYASHIKI)

Tenho acompanhado algumas práticas de abaixar os preços DAS MENSALIDADES E PLANOS só para quebrar o concorrente e tenho visto muita gente de bem “ fechar as portas de suas academias depois de anos fazendo a diferença em nosso mercado e isso ,graças a práticas como essa de preços predatórios praticadas por pessoas inescrupulosas ou que com certeza estão sendo iludidas por péssima orientação ou que sequer sabem seus preços de custo e acabam recorrendo a essa prática equivocada como uma última estratégia do desespero que desvaloriza o mercado e tem consequências como as que estamos acompanhando. Quebram todas as empresas, as que praticam o preço predatório e os que estão ao seu redor e não conseguem reagir a essa prática.

Mas muitos saem perdendo: 

  1. Professores que são mal remunerados , pois, se a academia cobra pouco comparado aos serviços prestados , paga pouco e consequentemente, esses mesmos professores não conseguem comprar livros e fazer cursos e por isso ,as convenções andam perdendo seus clientes e as editoras agonizam perdendo em venda de livros.
  2. O cliente perde , pois, está sendo atendido por estagiários ( solução que algumas academias recorrem , embora não seja uma prática aprovada pelos Conselhos) ou por profissionais não  qualificados.
  3. Perde o mercado como um todo, apesar de ser um mercado que tem grande potencial de crescimento ( não saímos dos pífios percentuais  de 2% de praticantes de atividade física relativo à população brasileira ,desde 2000). Deixamos de ser um país saudável para sermos um país onde 50% da população está acima do peso.
  4. Prestadores de serviços ,também tem que diminuir sua qualidade de serviços para poder atender a um mercado com um faturamento tão baixo.

 

O nosso cliente a cada dia entende que fazer aulas em algumas academias vale menos do que 2 Mac Donalds por mês em algumas cidades. E MAC DONALD’S ENGORDA!!!!

Não me refiro aqui às academias que  inauguram  com proposta de  Low Cost (baixo custo) e que atingem um outro nicho de mercado ,diferentemente das academias que aqui cito , pois, as Low Cost como o nome mesmo diz opera com baixos custos e tem redução de muitos serviços . Portanto, menos serviços….preço menor, parece óbvio. Refiro-me às academias que incluem todos os seus serviços numa mega liquidação desesperada  e ainda cobram menos.

Por exemplo: você vai num restaurante chique, com Chef famoso, num bairro nobre, com manobrista na porta, lugar reservado e comida de alta qualidade: com certeza você pagará mais caro do que indo num self service, ou você desconfiará de algo errado, certo???  Você paga mais caro por um plano de saúde que lhe oferece médicos atualizados com as melhores práticas de medicina, melhores hospitais e exames. Mas se o plano é barato você sabe bem a dor de cabeça que tem para agendar uma consulta.

Assim o é, também em nossa área, porque deveria ser diferente?
Se você quer conforto, professores de qualidade e atualizados preparando seus programas de treinamento , vai pagar mais pelo serviço. Mas se você dispensa atendimento de qualidade , ou não valoriza, ou não tem condições de pagar, então é justo pagar menos por ter menos serviços.

Agora, manter os mesmos serviços , professores de qualidade e abaixando os preços…  eu gostaria de saber qual é a MÁGICA??? A CONTA NÃO FECHA. Se paga bons salários ou pelo menos os praticados pelo mercado, emite notas fiscais, registra professores na carteira, oferece serviços de qualidade…ISSO TEM UM CUSTO, ou NÃO????

Embora eu encontre muitos donos de academias reclamando que perderam clientes para esse tipo de academia LOW COST, ACADEMIAS DA PREFEITURA EM PARQUES, vai o alerta: VEJA COMO ESTÃO OS SEUS SERVIÇOS, pois, se você perde para o mais barato e que não oferece os mesmos serviços que você , é porque seu aluno a) não está percebendo a qualidade dos serviços que você oferece ou b) você de fato não oferece os serviços que diz oferecer. Seus serviços e atendimento deixam a desejar e por isso , o cliente pensa: porque eu vou pagar mais pelo mesmo???? QUAL O SEU DIFERENCIAL?

Posso citar  academias que aumentaram em 15% o número de seus alunos após a entrada no mercado das academias LOW COST e sabe por quê? Porque melhoraram muito os serviços que vinham oferecendo, SAIRAM DA ZONA DE CONFORTO. Em vez de reclamar , foram ver a sua própria realidade e corrigiram as falhas e para isso é preciso OLHAR PARA DENTRO, ser HUMILDE  e reconhecer suas falhas. SE VOCÊ NÃO ESTÁ RESOLVENDO O PROBLEMA DO CLIENTE, ELE VAI PROCURAR OUTRO.

A cada dia nosso mercado terá que aprender a lidar com o surgimento de novos segmentos ainda pouco explorados como as Low Cost, academias para mulheres, para crianças  e vem muito mais por aí, portanto, ESTEJA PREPARADO. Treine a sua equipe.

Conviveremos com mais  segmentos do que os atuais: LUTAS, DANÇA, IDOSOS, ESCALADA, CORRIDA,PILATES, FUNCIONAL, PERSONAL,ETC.

Portanto, se você quer cobrar bem baratinho é um direito seu, mas mude o seu posicionamento, pois, se continuar oferecendo todos os serviços que oferece por um valor irrisório, você vai quebrar, PODE LEVAR 1 ANO, MAS A CONTA VEM PARA VOCÊ PAGAR. NÃO SE ILUDA.

ENTÃO? VAMOS FAZER A DIFERENÇA?

E ASSIM GIRA O MUNDO CORPORATIVO.

E ASSIM GIRA O MUNDO CORPORATIVO….

Participei de um evento como palestrante e meus colegas que ministraram suas palestras antes de mim, abordaram temas para que os empreendedores ,ali presentes ,aprendessem a orientar seus colaboradores de forma a proporcionar um excelente atendimento, executar suas tarefas com alta performance, entre outras dicas.

Quando chegou a vez de apresentar o meu tema aos futuros empreendedores, perguntei:

– Por que vocês querem ter o seu próprio negócio ?

As respostas são sempre muito parecidas em todas as palestras que ministro, refletindo o desespero, desconforto e inconformismo das pessoas com a situação:

– Para ter mais liberdade; para não ter mais chefe; para correr atrás do que eu acredito; cansei de ser liderado por alguém que é incompetente; meu líder não tem visão de futuro; não tenho oportunidade de exercer e demonstrar minha criatividade e capacidade de mudar as coisas; não sou reconhecido pelas minhas contribuições.

E voltei a perguntar, pois, sabia que ali se encontravam pessoas que eram, ainda, funcionários de empresas :

– Quantos de vocês já tiveram ou tem um líder que está segurando seu crescimento profissional ou que quase acabou com a sua carreira e sua vontade de trabalhar?

Levantaram a mão em unanimidade , o que não me surpreendeu.

A Gallup aponta estatísticas que revelam que 71% das pessoas que saem das empresas o fazem devido à problemas de relacionamento com seus líderes.

Não é meu papel crucificar os líderes. Minha intenção é que cada um, dentro do ambiente corporativo, assuma sua parcela de responsabilidade.

É inadmissível que Líderes reclamem de seus colaboradores afirmando que são descomprometidos, incompetentes, folgados, etc.

Quem foi que os contratou? Resposta: VOCÊ. Você fez a sua parte?: – orientou? treinou? avaliou? acompanhou?

Se você fez tudo isso e o colaborador não melhorou, por que não o demitiu?

Hoje o maior medo dos líderes é o de demitir pessoas e em segundo lugar, vem o medo de fracassar quebrando a empresa. Pode parecer difícil acreditar nesses dados, mas veja em sua empresa quantos líderes demitem, diretamente, seus subordinados? A maioria dos líderes , confortavelmente, envia os “inconvenientes” para o RH/DP executar a demissão e depois , não sabem explicar porque as rescisões vão parar nos tribunais.

A falta de respeito no ato da demissão gera mágoa que o funcionário demitido carrega e o faz pensar em retaliação contra a empresa.

Por outro lado, líderes que passam a mão na cabeça de fracassados – profissionais que insistem em apresentar desempenho medíocre- enviam mensagens aos demais colaboradores que todo esforço NÃO SERÁ RECOMPENSADO e assim, o desânimo se instala na cabeça de quem está dando o seu máximo pela empresa.

E você que é colaborador da empresa e só reclama de seu líder, já pensou em ter uma conversa franca com ele? Falar sobre suas competências ? Explicar porque aceitou ser contratado para trabalhar ? Quais eram suas expectativas quando foi contratado? Falar que está se sentido frustrado? Quais projetos pretende apresentar e que podem melhorar os resultados da empresa e que possam justificar um aumento de salário ou de posição?

O que vejo acontecer com mais frequência é a inanição- a paralisia. Repetem o mantra: “VAMOS DEIXAR COMO ESTÁ PARA VER COMO É QUE FICA. AS COISAS SE ACERTAM POR SI SÓ”.

Ambos os lados tem medo de assumir sua parcela de culpa e tomar uma decisão para resolver tamanha insatisfação.

Os líderes temem demitir e não encontrar mais ninguém à altura e dizem: RUIM COM ELE, PIOR SEM ELE. Os colaboradores não enfrentam a situação frustrante, com medo de ficar desempregados.

E assim esse círculo venenoso alimenta a roda gigante das empresas que hoje perdem a grande oportunidade de conquistar quatro vezes mais resultados e de pagar melhores salários exercendo a meritocracia.

Para que as empresas parem de exportar seus melhores talentos e para que profissionais sejam felizes como empreendedores ou funcionários, precisamos todos reavaliar os atuais modelos de gestão que datam de 100 anos atrás.

Empreender deveria ser uma vocação e não, uma válvula de escape consequência de uma liderança opressora. Infelizmente, vejo muitos empreendedores , depois de um ano como proprietários adotarem os mesmos estilos de liderar que eles próprios, recriminavam.

Todos os dias aumenta o número de empreendedores que no Brasil se dividem , em minha opinião, em 3 categorias :

  • Empreendedores que tem uma ideia sensacional e querem ter um negócio
  • Empreendedores por necessidade que abrem um negócio às vezes na garagem da própria casa.
  • Empreendedores para sair da opressão das lideranças nas empresas

A terceira opção é uma fuga desesperada para sair das garras do opressor , mas, nem sempre, esse profissional tem perfil par ser dono de um negócio.

– E qual seria a solução, Marynês?

A curto prazo, realmente, não temos como mudar a mentalidade de gestores e donos de negócios que insistem em culpar os colaboradores pela falta de comprometimento.

Apenas 24 % das pessoas são, de fato, descomprometidas e almejam que a sua empresa imploda. As demais, entram com toda energia para a sua empresa e, em menos de 6 meses ficam inertes num canto, cansadas de lutar contra obstáculos instransponíveis e de ouvir dezenas de “nãos” e “faça a sua parte e esquece o resto.”

Se você é dessas pessoas que acreditam que todos são folgadas e que acordam dispostos a infernizar o dia dos demais e a apresentar o seu pior desempenho na empresa, afirmo que está completamente equivocado.

Salvo os psicopatas, todos querem realizar a sua melhor performance.

A neurociência já demonstrou que o cérebro humano é organizado de maneira a conquistar o sucesso e ficar distante do fracasso; sei que você deve estar pensando na enorme quantidade de pessoas fracassadas que conhece. Acredite, essas pessoas se esforçam muito para fracassar , mas, isso é conversa para outro capítulo. O cérebro humano é como um veleiro que aderna , mas, raramente vira e sempre corrige sua inclinação. Sucesso é o ponto de equilíbrio.

E o que acontece , então com os 62% dos profissionais que de acordo com a Gallup, nem são comprometidas, nem descomprometidas. Eu diria que são os EM CIMA DO MURO e fazem parte dos sobreviventes que batalharam em testes, entrevistas e dinâmicas para descobrir, após 6 meses, que a missão, visão e valores da empresa é apenas um quadro para decorar o saguão principal.

Quando os sobreviventes se dão conta do que está acontecendo, passam pelos 5 estágios do comportamento humano que aparecem diante de um obstáculos, uma crítica, bronca, uma decepção:

a) NEGAM: “não pode ser, devo estar equivocado, batalhei tanto para entrar nesta empresa. Acho que estou exagerando no julgamento.A empresa não é tão ruim quanto parece.”

b) RAIVA – “que idiotas, quem pensam que são”, “eu não sou cego”, “querem me doutrinar e que eu fique bonzinho” . Descobre que ali, de fato, não é o lugar que prometerem que seria no ato da contratação, sente-se enganado e traído pelas promessas que não se cumprem e fica furioso.

c) JUSTIFICATIVA – “se esse chefe for mandado embora, minha vida vai melhorar”; “a culpa é do fulano que não faz nada:”. Passa a culpar os colegas , o seu líder direto, acha que todos são errados, que ele está sendo perseguido, que ninguém o entende.

d) NEGATIVISMO – “essas pessoas me deixam para baixo”, “o dia está pesado”, “acho que não vai dar certo”, “muitos já tentaram, mas aqui é assim mesmo, não vai mudar”. Entra numa espiral de reclamações e críticas, fica chato e quase ninguém aguenta ficar ao seu lado e aos poucos vai ficando isolado.

e) DESISTÊNCIA– “quer saber, cansei, não vou mais me esforçar, de nada adianta”, “ninguém irá reconhecer o meu esforço” . Finalmente, “joga a toalha”. Chega a hora que ele cansa de reclamar e nada acontecer em seu favor e decide ficar quieto sem chamar muita atenção, apenas fazendo a parte dele , o básico para não ser mandado embora. Percebe que fazendo ou não o seu serviço, seu salário está garantido e que ninguém quer ouvir as suas ideias e projetos. Quem sabe um dia, ele se aposenta e sai daquele inferno. Ou monta seu próprio negócio, mas por hora, pensa ser melhor ficar quieto e entrar para as estatísticas dos 62% das pessoas no ambiente corporativo que em nada contribuem para o crescimento da empresa, pois, apenas oferecem básico para que a empresa sobreviva sem quebrar e possa pagar seus salários.

Esta realidade culmina com mais um dado: 85% dos trabalhadores se sentem infelizes e não realizados nas empresas que trabalham.

Os motivos são os mais variados, mas os principais são:

perderam a confiança no líder

  • perderam a confiança no líder
  • não são reconhecidos, nem elogiados
  • não recebem feedback sobre sua performance
  • sem perspectivas de crescimento
  • expectativas não foram atendidas e promessas não foram cumpridas
  • falta de equilíbrio entre a vida pessoa e profissional

E você deve estar se perguntando: e o salário?

É claro, que esta pesquisa pressupõe que as pessoas recebam o justo pelas suas performances e que as empresas distribuam os resultados por todos os colaboradores e não, apenas, entre os vendedores que apesar de importantes, não são os únicos responsáveis pelo sucesso da empresa. Se não tiver quem entrega o que o vendedor vendeu, creio que até eles irão concordar que a empresa quebra.

Ao final da minha palestra, os participantes, se aproximaram para dar os parabéns e , também, desabafar:

– Espero que essa realidade mude e farei o possível para me unir a você nessa sua missão.

Um outro participante de nome Naveed Khan, entrega seu cartão de visitas e descubro que ele é empresário e que estava ali para prestigiar um dos palestrantes, sua amiga:

– Investimos muita grana e tempo em MBA só para aprender como agradar os chefes e fazer apresentações.

Entendi, perfeitamente, o que ele quis dizer com aquilo. Sendo indiano e vindo de uma cultura e filosofia humanistas, imagino como deve se sentir enfrentando esta realidade da Era Industrial, onde ainda MANDA QUEM PODE E OBEDECE QUEM TEM JUÍZO.

E , assim nos despedimos diante desta realidade que mudará, dependendo de cada um de nós colaborar com a transformação do ambiente corporativo.

Posso contar com você?

Quer me ajudar a fazer parte desta nova realidade que será excelente para todos nós?