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Será que nossas decisões são corretas?

Será que nossas decisões são corretas?

 

 

Temos acesso a uma interminável lista de informações e nosso cérebro precisa ser rápido ao decidir e por isso, ele elimina muitas informações e fica com as que se destacam. Basicamente, usamos um atalho para entrar em ação. Isso está configurado em nosso cérebro e age, praticamente no piloto automático.

 

Ocorre que nem sempre acertamos ao fazer isso. Muitas vezes tomamos decisões e nos arrependemos depois e as consequências podem ser devastadoras.

 

Quando vamos decidir quem escutar, por exemplo, damos maior atenção a quem se veste bem, a quem fala e se comunica melhor, aos extrovertidos, aos mais belos, aos mais altos, aos que tem cargos e títulos expressivos, ao que o chefe diz, etc.

 

Fazemos isso, sem questionar, apenas baseados em uma configuração do cérebro  e desta forma, infelizmente, nem todos são incluídos, nem sempre os melhores profissionais tem oportunidade de apresentar suas ideias. O progresso de uma empresa fica limitado à meia dúzia de pessoas que chamam mais a atenção. Creio que se você prestar mais atenção, perceberá que é assim que ocorre com tudo ao seu redor. Nem sempre o melhor cantor de fato canta bem, muitas vezes é o mais bonito ou simpático.

 

Existem cursos que divulgam transformar tímidos em palestrantes. Eu apenas discordo se, a intenção é de transformar incompetentes em celebridades, isso é mau caratismo.

 

Ao excluir pessoas, nosso cérebro faz , instintivamente, o que foi treinado a fazer: economizar energia. Agindo assim, ficamos até mais vulneráveis a dar ouvidos à vigaristas ou àqueles manipuladores das redes sociais que abocanham suas vítimas aos montes. Podemos dar ouvidos a quem , de fato, não tem a menor competência e as consequências disso, nos trará grandes efeitos negativos.

 

Devemos nos perguntar:

 

– Será que estamos contratando as pessoas certas? Será que promovemos os melhores? Estamos no caminho correto ao escutar os argumentos de determinada pessoa ? Estamos progredindo ou estacionados na mesmice?

 

– Será que estou dando atenção só porque esta pessoa fala muito, se comunica bem? O conteúdo tem consistência?.

 

– Estou contratando , só porque gostei e se parece comigo?

 

Como mudar essa situação e minimizar os riscos?

 

A ideia de promover uma modificação em seu cérebro por meio deste treinamento , não é dificultar ou atrasar a sua decisão, e sim, fazer com que ela seja tomada , não pelo piloto automático do seu cérebro que está configurado a dar determinadas respostas para determinado  tipo de pessoa, conforme citei anteriormente. Quero que você avalie e decida conscientemente.

 

 

  1. Aplique os diversos testes, cientificamente, comprovados para reforçar a sua decisão em contratar ou promover alguém.
  2. Faça perguntas que visem esclarecer e apresentar evidências. Não se deixe seduzir pela performance comunicativa.
  3. Se perguntar se o conteúdo que a pessoa encantadora está lhe passando, fosse realizado por uma pessoa tímida e nada carismática, você tomaria a mesma decisão?
  4. Você conhece seu estilo decisório? Mesmo que conheça, anote o passo a passo antes de tomar a próxima decisão. Por exemplo: você quer tomar a decisão A, pois, concluiu B , usando a estratégia C e as consequências e resultados esperados são D. Descreva cada um deles ( A, B, C, D) . Guarde essa anotação. Agora, escreva sobre decisões que já foram tomadas e analise como você procedeu. Verificará que existe um padrão decisório. Será que esse padrão vem lhe ajudando?
  5. Sei que a maioria das empresas corre atrás dos cases de sucesso, valorizando-os e isso é ótimo e, com certeza, uma excelente maneira de progredir. Porém, também é possível aprender com os erros. Que tal, levantar o fracasso do mês na sua empresa ou departamento, sem citar nomes dos fracassados ? Esta é uma excelente maneira de aprender e gerar oportunidades , corrigindo erros para o futuro e analisando de forma diferente sob um mesmo assunto e assim, remover os paradigmas sobre o fracasso.
  6. Venho sempre alertando que tomar decisões de “cabeça quente” é a forma mais rápida de se dar mal. O cérebro não funciona bem quando está estressado, com fome ou sono. Portanto, debruçar-se horas sobre um problema sem encontrar a solução é a pior estratégia. Interrompa a reunião, vá caminhar, fazer ginástica e volte mais tarde. Verá que as ideias fluirão facilmente.
  7. Uma outra forma de decidir ou melhorar a performance da sua empresa é fazer reuniões anônimas , onde os participantes escrevem sobre um determinado problema oferecendo as soluções, sem identificar seus verdadeiros nomes e cargos. Nos anos 70 e depois, 80, as top orquestras americanas fizeram um processo seletivo, onde o comitê que escolheria os músicos não teria acesso visual aos candidatos e sim, apenas ao que eles estavam tocando. Como resultados, ocorreu um aumento de 25% das contratações de mulheres nas 5 top orquestras americanas.

 

Não estou querendo dizer que as decisões são maliciosas, preconceituosas e sim, que tomamos decisões baseados em uma configuração do cérebro e agimos no piloto automático. Isso pode significar, perder os melhores talentos por não serem reconhecidos, por não terem oportunidade de falar, por suas ideias serem eliminadas porque estão num cargo inferior ou porque não corresponde ao padrão configurado em seu cérebro sobre gênero, altura, tipo físico, classe social, estilo de comunicação, etc.

 

Se você quer ter uma empresa, uma equipe com alta performance ou uma carreira de sucesso terá que estar mais atento à maneira como decide, promove, contrata, escuta as ideias em sua empresa . Isso afetará diretamente seus resultados.

 

Basicamente, estou pedindo para você questionar, pensar forma da caixa, buscar os fatos e se você é líder, que propiciei que todos tenham igual oportunidade de expor suas ideias.

 

Espero que você conquista ALTA PERFORMANCE

 

Marynês Freixo Pereira

Master Coach e Psicologia Positiva

Liderança, Vendas , Carreira, Negócios e Bem-Estar.