Arquivo do autor:admin

NA BABILÔNIA AS COISAS FUNCIONAM ASSIM

NUM MUNDO MUITO DISTANTE DAQUI…

Essa Babilônia que vou apresentar a vocês é bem diferente daquela cujo Império existiu entre 1500 a.C e 1200 d.C. O povo babilônico era muito avançado para a sua época, bem diferente desta história que vou contar aqui sobre uma outra Babilônia.

O nome (Babil ou Babilu em babilônico) significa “Porta de Deus”, mas os judeus afirmam que vem do Hebraico Antigo Babel (בבל ), que significa “confusão”. Essa palavra semítica é uma tradução do sumério Kadmirra (segundo a Wikipédia)

Nesta Babilônia atual usarei o significado dado à palavra pelos judeus , ou melhor CONFUSÃO e qualquer semelhança é mera coincidência.

Na Babilônia reina a confusão. Ninguém se entende. De certo, o povo vive com seu cérebro inundado de CORTISOL, hormônio este que faz com que tomem decisões erradas, fiquem egoístas, sem olhar para os lados, sem entender muito bem de causa e efeito. Portanto, é um salve-se quem puder. Cada um defende o seu.

Imagine que na Babilônia , o povo que nela habita, fala de sustentabilidade do planeta, mas desfila em carros tipo SUV que consomem um litro de gasolina a cada 4 KM. Um jornalista da Babilônia indignado escreveu: esses carros estão sendo abolidos do primeiro mundo e despejados no terceiro mundo (ah esqueci de falar a vocês, a Babilônia fica no terceiro Mundo) apenas para “madames” irem ao cabeleireiro. Com certeza nada justifica essa atitude, somente para ostentar sua posição social. Verdade, na Babilônia, como ainda não são muito evoluídos, o povo ainda se preocupa com posição social, poder, status. O povo ainda precisa sanar suas necessidades básicas como abrigo e alimentação e ter um carro significa evolução social na hierarquia das castas.

Uma outra coisa típica dessa civilização é que eles ainda lidam com corruptos e povos desonestos. Tem gente que participa de uns cursos típicos de povos avançados e preocupados com o ser humano, apenas para depois saber como manipular a plebe. Imagine que outro dia vi um desses “gurus” assegurar a um dono de fábrica de vasos ( o povo babilônico é muito bom em artesanato e trabalhos manuais) que ele daria resultados e não cobraria nada pelos serviços. Os babilônicos confiam muito nos outros e isso é típico de povo com autoestima baixa e acabam caindo no “conto do vigário”, facilmente. Eles acham que não são capazes de realizar e acreditam que sempre tem gente melhor que eles. Uma pena, se esse povo soubesse seu real potencial!

Mas, a ingenuidade é muito grande nessa civilização e por todos os lados se espalham os larápios e aproveitadores e, aos poucos, vão surrupiando os sonhos dessa população que luta bravamente.

Como ia dizendo, as “fórmulas mágicas” pipocam de um lado para outro e o pior é que esses “gurus” manipulam resultados e conseguem mais uma vez enganar esses pobres comerciantes que não percebem que estão perdendo dinheiro e que na realidade quem está ganhando muito são os tais gurus que dizem nada cobrar pelos serviços. Bem, fazer o que, não é mesmo?

Só um povo ingênuo para acreditar que alguém trabalha sem ganhar nada. E o pior, é que os comerciantes lesados ficam quietos após perceber o golpe e nada falam com medo, pois, são ameaçados e, pobres coitados, acabam falidos, amedrontados e resignados. Essa coação lembra uma outra época desse império que um tal Juan pensou em constituir uma população pura e andou matando quem não se enquadrasse no protótipo físico. Mas isso foi há muito tempo.

Mas como aumentar a autoestima desse povo se estão cegos e surdos? Se foram convencidos que não são bons o suficiente? Muitos que percebem a tal manipulação, assistem desolados, pois, sabem que quando esses coitados acordarem será tarde demais e verão seu comércio destruído como uma plantação pós revoada de gafanhotos, mas como dizem por aquelas bandas…cada povo tem o que merece. Sabe que outro dia me falaram que esse povo é assim, pois, sempre quer levar vantagem em tudo?? Custei a acreditar…um povo tão ingênuo…bancando o esperto???

Na Babilônia acontece um fato raro, também. As coisas estão bem debaixo do nariz de cada um, as pessoas estão vendo, é real o acontecimento, mas eles conseguem enganar o povo e manipular dizendo: o que você acaba de presenciar e ver não é real. Fazem isso, subestimando o povo, como se os estivessem hipnotizando e, acreditem, o povo acaba tendo certeza que não viu. É verdade pessoal, esse povo é muito melhor do que ele acredita ser e dá tristeza saber que são vítimas de golpistas, gurus, manipuladores, mas parece que faz parte da história de povos semelhantes e, por mais que tentemos alertar, ecoa no vazio.

Os “falsos messias” andam por todas as cidades levando suas mágicas e encantando esse povo ingênuo e ao final, acabam crucificando aquele cuja palavra é verdadeira. Incrível imaginar isso, não é mesmo??

Havia na Babilônia uma instituição que era muito correta, emprestava dinheiro aos fariseus. Eles pregavam a sustentabilidade do planeta e só emprestavam dinheiro a pessoas que se comprometessem a ajudar os outros, enfim práticas admiráveis, mas veio um outro mercadante e comprou essa instituição. Hoje, poucos asseguram que as práticas continuam sendo as mesmas .

No início até que a Babilônia era repleta de pessoas boas e de caráter, mas a ganância tornou os homens loucos e eles apenas pensam em se aproveitar uns dos outros.

Outro fato interessante na Babilônia é a grande vontade das leis protegerem os “ditos diferentes, minorias, excluídos”, mas na prática, o preconceito existe. Quer um exemplo? Posso dar vários, mas darei um que afeta metade da população da Babilônia (estatisticamente falando) composta por mulheres. Acreditem, quando organizam eventos, cursos e palestras, apesar de todo o discurso a favor da igualdade, quase a sua totalidade dos oradores são homens. Seria engraçado se não fosse hipócrita prever em lei e na prática não terem vergonha de mostrar a realidade descarada e o pior, é que as mulheres nada fazem além de se submeter aos caprichos dos que se acham superiores.

Pois é, meus amigos, essa Babilônia existiu um dia, mas o final foi triste. Eles acabaram se extinguindo devido às essas práticas mágicas e aliadas à ingenuidade, o egoísmo e a máxima de querer tirar vantagem de tudo e de todos e agora fazem parte de uma história que compartilho aqui com vocês.

Pregaram a guerra de preços, a destruição dos concorrentes, roubaram uns aos outros, enganaram, se isolaram , roubaram idéias e projetos e os aplicaram como se fossem próprios, acreditaram na pirataria como fonte de renda e agora são apenas uma lenda, uma história para contar…

Somente a PROSPERIDADE me interessa.

O que você achou dessa história? E se fosse real? O que você diria aos líderes e às pessoas que vivem na Babilônia?

Geração X pare de reclamar da geração Y

Acredito que a primeira pergunta que você deva estar fazendo é: SOU DA GERAÇÃO X?

Sim se você nasceu entre 1965 e 1977, mas essa classificação baseia-se na cultura americana que diz que a geração X é formada pelos filhos dos Baby-boomers ou do pós guerra e na realidade o que define essa geração é o modo, estilo de vida, portanto, se você é filho de pais que viveram a época do PAZ E AMOR, os Hippies, se sua mãe ficava em casa cuidando dos filhos e seu pai trabalhava muito e num mesmo emprego, a resposta é sim, você pode ser da geração X mesmo que tenha nascido um pouco antes ou depois dessa faixa de anos, ou melhor, você pode estar entre 32 e 50 anos.

Mas para ter certeza de que você é X, responda:

  1. Você trabalha muito? Mais de 12 horas por dia?
  2. Acredita que o importante é trabalhar muito e sem descanso para conseguir as coisas que você quer?
  3. Acha que os jovens são folgados e não tem o menor comprometimento?
  4. Ficou mais de 5 anos trabalhando na mesma empresa?
  5. Espera pelas férias com muita ansiedade, mas, abre mão das mesmas, se um outro compromisso aparecer?
  6. Tem poucos momentos de lazer?
  7. Aliás, você acha que lazer é para gente folgada?

Se respondeu sim a duas ou mais questões você é da geração X, mas se respondeu sim a todas elas, você é “X ZÃO” COM CERTEZA.

Bem, a sua geração é a que mais sofre. Eu explico.

Da época de seus pais para a sua geração, poucas mudanças ocorreram e, praticamente, a sua atitude era de obediência a seus pais e não confronto e eles tiveram poucos problemas para educar seus filhos. As coisas andavam muito mais devagar. Portanto quase 30 anos definiu o intervalo entre uma geração e outra.

Muitos da geração X ocupam hoje cargos de liderança e estão em vias de se aposentar e imaginem que tipo de Liderança exercem?

MANDA QUEM PODE OBEDECE QUEM TEM JUÍZO.

Eles acreditam no controle, acham que fazem melhor do que os demais e não tem tempo nem paciência para ensinar ninguém e acham que isso é perda de tempo, preferem eles mesmos fazer tudo. Estão sobrecarregados de trabalho. Com raras exceções, você que é geração X pode ser diferente, afinal não é porque você nasceu nesse período de anos que você se comporta assim, por isso, mencionei que ser X, Y ou Z tem mais a ver com estilo e modo de vida do que com a idade.

Por que então os “Xs” sofrem tanto? Porque seu estilo de atuação vem sendo confrontado pela Geração Y, ou melhor, a geração criada por eles próprios, e que são os seus próprios filhos.

A geração X educou seus filhos à distância, muito diferente dos seus pais, cuja mãe era responsável pela sua criação e por passar valores familiares e da sua cultura. A Geração Y foi criada pela avó que deixou os netinhos à vontade, afinal, muitas avós  se arrependeram por terem sido tão rígidas com seus filhos, a geração X , e deixaram os netinhos Y fazerem o que bem entendessem , sem muitas regras e limites. Outros Y foram criados pelas babás que não tinham a preocupação de passar valores e princípios. Ou cresceram em creches que também não alimentaram os princípios morais. Essa geração foi crescendo sem regras e sem limites, sem respeitar e nem entender a hierarquia, nem os mais velhos. São o que alguns chamam de “mimados”, irreverentes, inconsequentes, pois, querem fazer o que bem entendem sem medir muito as consequencias de seus atos. Tanto aceitam um convite, ou trabalho, como logo depois, desistem sem o menor constrangimento ou noção do que sua atitude pode fazer em sua vida e carreira, para desespero dos rígidos “Xs”.

A geração Y, assim como na navegação da web,abre em seu cérebro diversas “janelas” e nem sempre termina o que começa a fazer. Deixa várias “janelas” abertas em sua vida. São pouco persistentes e ao menor obstáculo voltam atrás de sua decisão, desistem e querem tudo rápido, não tem tempo a perder como seus pais, nem querem trabalhar tanto como eles, ou ficar uma vida inteira em uma mesma empresa. Eles negam tudo o que foi o estilo de vida de seus pais e demonstram sua rebeldia sendo, em muitos casos, opostos aos mesmos. Determinação não é uma palavra muito usada em seu dia a dia. Preferem as coisas mais fáceis e querem subir rápido na empresa, digamos que eles acham injusto estar a 6 meses na mesma empresa sem nenhuma promoção. Fazem as coisas e querem ser reconhecidos, em dinheiro.

Mas uma coisa boa que esta geração trouxe ao mercado de trabalho é que, diferentemente de seus pais que trabalham para pagar as contas e sobreviver, a geração Y quer desafios e luta por um propósito, uma causa. Vivem a vida com qualidade. Compartilham seus conhecimentos. Não perdem tempo sendo políticos ou “puxando o saco” de quem quer que seja. Se preciso for, mudam de emprego e recomeçam quantas vezes for necessário sem ficar se julgando fracassado. Digamos que sua autoestima é mais elevada do que a geração anterior, portanto são mais confiantes, embora mais impulsivos, não pensam muito para tomar uma decisão, eles usam os sentimentos para decidir.

Portanto, você que é geração X e hoje tem uma empresa que contrata geração Y e logo estará contratando os Zs que já estão no mercado de trabalho, PREPARE-SE, senão você não vai aguentar a pressão.

Para isso siga as dicas abaixo:

  1. Entenda que comprometimento não é fazer hora extra e trabalhar demais
  2. Se ele desistir de algo que falou que iria fazer, não é falta de caráter, e de atitude, ele apenas pensou melhor e não tem problemas em voltar atrás.
  3. Prepare-se para maior rotatividade desse colaborador, ele ficará pouco em sua empresa, menos de 1 ano se não houver desafios e possibilidade de crescimento. Ele quer agregar valor à sua carreira.
  4. Ele equilibra vida e trabalho, portanto, nada de interromper suas férias, seu horário de almoço, eles gostam de ser respeitados.
  5. Não espere que ele fique quieto se não concordar com você, mas calma, isso não é desacato, apenas liberdade de expressão. Encare a diversidade como algo bom para sua empresa.
  6. E não tente empurrar um projeto “goela abaixo”, pois, se ele não participar com sugestões e idéias, ele não fará nada pelo projeto, o ignorará ou sabotará.
  7. Eles gostam de entender, claramente, o que você espera deles, portanto, pratique o feedback e fale quais são as regras, se ele concordar e entender, vai respeitar e será seu melhor colaborador.

Caros amigos da geração X façam esse esforço por você mesmo, pois, tenho certeza de que você entenderá QUE NADA MAIS SERÁ COMO JÁ FOI UM DIA e quem vive de passado é MUSEU, portanto, KEEP GOING, ou melhor, continue evoluindo e progredindo.

A GERAÇÃO Y PRECISA DE VOCÊ que é o único elo com valores fortes e éticos.
Bem vindo à diversidade, às mudanças rápidas e ao mundo onde CONTROLE RÍGIDO não é sinônimo de RESULTADO.

Posso contar com você para fazermos a diferença?