As mulheres são mais inteligentes e estratégicas?

 

 

As mulheres são mais inteligentes e estratégicas?

– 63% de aumento na performance em empresas que tem mulheres como sócias-fundadoras ( pesquisa de Fundo de investimento First Round)

– 12% de aumento na lucratividade das empresas de tecnologia com liderança feminina, em comparação àquelas lideradas apenas por homens.

– 73% de aumento no sucesso da tomada de decisão graças à diversidade de gênero porque são capazes de eliminar “pontos cegos” que podem corroer o crescimento de longo prazo.

 

O QUE ISSO QUER DIZER?

Que as mulheres são mais inteligentes e estratégicas??

 NÃO. O que essas pesquisas indicam é que a diversidade de mentes é importante para uma empresa e lideranças de sucesso.

Mentes de diferentes gêneros, idades, culturas pensam e decidem muito melhor graças ao exercício de se colocar no lugar do outro e entender os diferentes pontos de vista praticando a neuroplasticidade que remove qualquer ímpeto de preservar a zona de conforto ou a homesostase, tão reinvindicada pelo cérebro em sua configuração primitiva de preservação da espécie. .

E como multiplicar o número de mulheres nos negócios, nas lideranças, na política?

Foi realizada uma pesquisa e compartilhada pela Endeavor no link abaixo

https://buff.ly/2FvDyN1

 

Como NeuroCocah atuante no mundo corporativo e, também, tendo atuado como Diretora em grandes empresas, gostaria de levantar alguns aspectos que , como a própria Isabel Humberg, fundadora do OQVestir responde sobre a pesquisa acima: “NÃO EXISTE APENAS UMA RESPOSTA SÓ”.

Alguns pontos podem justificar o número pequeno de mulheres em cargos de liderança ou na política.

  1. A Dupla jornada trabalho– afazeres da casa impede muitas mulheres de crescerem na carreira por falta de tempo e disposição física. Outras se sentem culpadas por deixar filhos em casa, com avós, ou aos cuidados de uma creche. A mulher precisa mudar esse mindset centralizador. Ser mãe não é ficar 24 horas em volta da casa e dos filhos. Várias pesquisas comprovam que a qualidade é mais importante do que a quantidade de horas dedicada aos filhos e muitas das famílias que apresentam problemas com os filhos, as mães não trabalham, passam o dia inteiro em casa. Deve envolver o cônjuge na divisão das tarefas de cuidar da casa, dos filhos, de participar das reuniões escolares e as empresas devem entender que isso não é papel apenas da mulher e deve dispensar o pai do trabalho, quando necessário. Segundo o IBGE, as mulheres dedicam 73% a mais de tempo que os homens para as tarefas domésticas, uma diferença que chega a 8 horas extras semanais.
  2. Comportamentos de empreendedor citados na pesquisa, são comuns para muitas mulheres, porém , não adianta ter o comportamento, se não tiver a oportunidade de os exercer. Infelizmente as empresas discriminam mulheres, em especial, em idade de casar e ter filhos e as coloca em cargos de pouca responsabilidade, em vez de: ajustar as obrigações e deveres; propiciar que a mulher possa ser mãe, dona de casa, tendo horários flexíveis; trabalhar home office; poder dar de mamar ao filho no espaço da empresa; oferecer creches nas proximidades da empresa.
  3. Mentalidade ultrapassada o que explica o fato de muitas mulheres confiarem mais em homens na liderança do que em suas colegas, ou mesmo quando contratam empresas ou prestadores de serviços, priorizam aquelas que tem homens em vez de decidir pela competência, independentemente do gênero.
  4. Baixa autoestima gerando insegurança e prejudicando os resultados.
  5. Achar que é normal para  as mulheres expor suas emoções, ser prolixa e acabaar justificando esse tipo de comportamento , atribuindo à TPM. A empresa não é o local para exposições impulsivas de emoções, nem para homens, nem para mulheres. O local é de equilíbrio e assertividade. Toda pessoa descontrolada perde qualquer negociação.
  6. Educação, muitas vezes voltada para aspectos humanistas, esquecendo de complementar com aspectos de abrangência prática e racional como foco em resultados, indicadores numéricos, visão estratégica que somados aos aspectos humanistas, sem dúvida oferecem as melhores estratégias e decisões.
  7. Ambiente competitivo e com falta de ética – muitas mulheres alegam não querer ser promovidas à cargos de liderança nas empresas onde trabalham, pois, conhecem casos de falta de ética e de princípios de colegas que ocupam a liderança e , portanto, não concordam com a política do “vale tudo para se dar bem”.

 

Com certeza, conforme afirmei logo no início deste artigo, existem várias razões para que mulheres sejam a minoria nos cargos de liderança das empresas e no mundo político. Não descarto, também, a existência de preconceito, porém, preferi dar foco para outros aspectos que podem ser contornados por cada profissional.

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Marynês Freixo Pereira

Master NeuroCoach

Liderança, Vendas, Carreira, Negócios e Produtividade

marynespereira.sbcempresas.com.br

 

 

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